segunda-feira, 14 de março de 2011

Problemão...

Estava eu fazendo meus deveres, colocando em ordem tudo aquilo com o qual eu constantemente trabalhava, de forma que a organização facilitasse a execução do meu serviço. Aos poucos, um forte aperto tomava conta do meu corpo. Aquilo me sufocava! O que no começo era apenas um incômodo, aos poucos tornou-se um grande martírio. Eu já não conseguia me concentrar em nada, apenas queria me desfazer daquela dolorosa sensação; despejar de minha vida todo o sofrimento que aquilo me causava.

Saí depressa à procura de um lugar ou algum objeto que me auxiliasse neste doloroso processo de recuperação. Minha alma já expelia uma áurea negativa, que me deixava completamente nervoso. A exaustão logo me tomou! Eu já não sabia o que fazer.

Enquanto adentrava diversos estabelecimentos em busca da solução, um grupo de jovens me parou e pediu permissão para fazer dez perguntas, que os ajudariam em uma pesquisa escolar. Sem raciocinar, locomovi minha mão de forma brusca em direção às suas faces, causando-lhes uma dor tão ou mais insuportável do que a minha e lhes ordenei que se retirassem da minha presença.

Outras pessoas, chocadas com minha atitude, tentaram me impedir de causar mais danos à saúde dos inocentes estudantes, que não tinham nenhum tipo de má intenção com relação à minha pessoa. Desesperado, corri da forma mais rápida que podia, para escapar das pessoas furiosas e tentar solucionar meu problema, que ainda não havia sido resolvido.

Eu já estava ganhando uma coloração roxa, meus olhos estavam saltados, meu coração disparado. Avistei um lugar que aparentava ser minha salvação. Ao me aproximar, um odor horrível sucumbiu de dentro do local. Mesmo querendo livrar-me daquele sentimento desgastante, eu já não tinha certeza se poderia sair vivo de tal experiência. Tentei pensar da forma mais racional o quanto fosse possível, e cheguei à conclusão de que deveria enfrentar o odor negativo que era exalado dalí.

Durante meu processo de revigoração, um sentimento ardente de alívio tomou conta de mim. Eu já não podia enxergar a diferença entre sonho e realidade; Tudo estava tranqüilo. O mal odor já se apresentava como um belo cheiro de flores do campo; aquele vaso sanitário parecia ser a fonte de todas as coisas boas deste mundo.

Após essa dura experiência, fiquei mais alguns segundos sentindo a doce sensação de alívio, que provocava em mim um forte desejo de repousar, me fazendo sentir pela primeira vez o que era a pura e verdadeira paz. Mas, como eu tinha que prosseguir com o meu trabalho, fechei o zíper, saí do banheiro público e voltei à minha rotina.

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